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Sábado, 30 Novembro 2019 09:44

A Cola Plagiária - Um Flagelo na (De)Formação Ética Destaque

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Introdução à Problemática

Aberlado Barbosa, o Chacrinha, imortalizou a frase: Na TV nada se cria, tudo se copia." Ao tirarmos dessa frase a expressão "Na TV", restará um mote que resume bem o período no qual estamos mergulhados em um "mar de cola". Podemos aumentar essa aderência se, na mesma frase, trocarmos o verbo "copiar" por "plagiar"; "colar"; "falsificar" ou por qualquer vocábulo que signifique reproduzir sem menção, se apropriar sem autorização, duplicar sem citação, então teremos a verdadeira dimensão do flagelo que assola a todos indistintamente: instituições de ensino, professores, alunos e, de resto, a sociedade. Nas palavras de Cláudio Lins de Vasconcelos, diretor relator da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI),  "No meio acadêmico, em especial, o plágio se tornou uma verdadeira praga" (http://tiny.cc/plagio-virou-praga).

Precisamos dizer, de saída, que colocamos sob a expressão "cola plagiária" todo o campo semântico que se refere à cola, ao plágio, à cópia indevida, à reprodução não autorizada, à apropriação indébita, à burla, à fraude e o que mais a leitora ou o leitor puder acrescentar a esse espectro sombrio.

 Ninguém que trate do assunto da "cola" na escola parece ter dúvida de que a Internet amplificou assustadoramente as oportunidades de colar trabalho alheio, de que ela potencializou à enésima potência o acesso a conteúdos não disponíveis até o seu advento, e que ela facilitou enormemente o ocultamento das fontes copiadas, entre outras coisas.

Colabora com essa nossa afirmação o sociólogo Orson Camargo ao dizer que:

Com a expansão do acesso e uso da internet, que em termos gerais tende a ser benéfica, há aqueles estudantes que utilizam dos trabalhos, artigos e textos encontrados na web não para se orientarem ou tomarem ciência do conteúdo de determinado tema exposto em sala de aula, mas utilizam do expediente do plágio para copiar textos ou excertos de documentos que são impressos e entregues ao professor como sendo de sua autoria. (https://bit.ly/2PTEoak)

É obvio, contudo, que não se pode creditar à Internet o ônus de todo este "mar de cola", que cola os sujeitos que copiam aos textos, imagens, músicas etc copiados e descola essas mesmas pessoas dos princípios de integridade, da moral e da ética acadêmica. A Internet é sim, sem dúvida, um componente a ser considerado no amplo espectro da prática do plágio, mas há outras causas que impelem, facilitam e potencializam o ato de copiar e se fazer passar por seu aquilo que não é de sua autoria.

Entre as outras causas que resultam em uma atitude copiadora, atitude sim, porque é deliberada, encontramos as seguintes justificativas: A alegação de ignorância sobre o que se constitui plágio; a percepção de que a escola exige muito; a declaração de falta de tempo; a explicação de que os professores não formulam bem as tarefas; a argumentação de que o assunto é desinteressante; a desculpa da falta de domínio da língua ou dos métodos e por ai afora.

Eu não sei o que é plágio!

A alegação de ignorância sobre o que se constitui plágio parece "conversa pra boi dormir". Duvidamos, a priori, da honestidade da afirmação de um aluno de graduação ou de pós-graduação de que não sabe o que é plágio. E essa nossa desconfiança tem bons motivos, pois nos parece tão óbvio o que vem a ser um plágio, que supomos que todos os estudantes devem saber do que se trata.

Contudo, uma pesquisa com estudantes, levada a cabo na Unicamp - Universidade Estadual de Campinas chegou a resultados surpreendentes e alarmantes. A pesquisa dá conta de "que 87% deles chegaram à universidade sem ter noção exata do que é plágio e sem saber ao certo o que configura uma citação ou uma cópia de conteúdo em um trabalho acadêmico." (Fernanda Bassette - 29 out 2018 In: https://bit.ly/2JVuOjm)

 

Figura 1 - Revista Veja

No gráfico acima, entretanto, tirado da mesma reportagem, é bastante evidente que a maioria discorda da assertiva de que "As pessoas cometem plágio porque não aprenderam corretamente as regras de citação". Apenas 13.5% dos 958 entrevistados concordam totalmente com a afirmação dada, enquanto que 36% dele concordam parcialmente e elevados 27.8% não tem opinião formada a respeito. Se levarmos em conta os restantes 16.8% e 5.9% que discordam parcialmente e totalmente da afirmação proposta, respectivamente, então temos um quadro que parece indicar que o desconhecimento sobre o que é plágio não é tão unívoco assim, ou seja, havemos de procurar outras causas para o plágio que vão além da alegação de desconhecimento do que o caracteriza como tal.

 

Figura 2 - Revista Veja

Ao compararmos o gráfico anterior com este segundo gráfico, que tem as respostas para a afirmação: "Eu acho que os casos de plágio são sempre intencionais" é possível ver claramente que a intencionalidade do plágio se configura em uma proporção quase que inversa a da declaração anterior. Há aqueles alunos que entendem o plágio como uma ação totalmente deliberada ou quase (4.5% e 13.9%, respectivamente). Há os que não têm opinião formada acerca do tema (22.7%). E, finalmente, os que discordam total ou parcialmente que haja consciência de se plagiar (33.5% e 25.5%, respectivamente).

Tanto quanto o primeiro gráfico da pesquisa, esse segundo nos leva a pensar em outras causas para o cometer plágio que não apenas a alegação de falta de ciência do que ele é. Impressiona o fato de que, em ambos os gráficos, há, grosso modo, um quarto de estudantes que não tem opinião formada a respeito do assunto. Esse fato poderia indicar, entre outras coisas, a falta de posicionamento em relação ao plágio e não propriamente uma falta de opinião. Mas isso já é especulação de nossa parte.

Se não podemos concluir categoricamente que os alunos, ao menos no caso da Unicamp, o que cremos ser um retrato 3x4 da situação que prevalece no cenário nacional, para não dizer mundial, podemos sim questionar a alegação de ignorância sobre o que seja plágio por parte de muitos que se fiam neste argumento para justificar ou explicar a reiterada prática da cópia sem fazer referência da fonte.

 

Não tenho tempo para cumprir tudo o que a escola exige

A ideia de que a escola exige demasiado é outra causa que promove a cola plagiária, com toda a redundância que o assunto exige. Decorre disso, consequentemente, que o excesso de carga de trabalhos, provas e outras exigências acadêmicas, avaliativas ou não, promovem a falta de tempo para realização de todas as tarefas necessárias.

Conquanto isso possa ser verdade em alguns casos, não é possível generalizar o alegado a toda instituição de ensino, nem a todos os cursos, tampouco a todos os professores e professoras que, via de regra, estão a par das dificuldades dos alunos e alunas e buscam equalizar a situação.

Essa ideia de que há uma carga excessiva de exigências escolares, aliada à falta de tempo, tem sido um campo fértil para empresas e pessoas auferirem lucros às custas daqueles que enfrentam essas dificuldades. Exemplo disso é o argumento do site Seu Orientador - Sucesso Acadêmico (https://seuorientador.wixsite.com/sucessoacademico/quem-somos) que apresenta seus serviços de pesquisa e elaboração de trabalhos fundamentado na seguinte alegação:

Sabemos que possuir ensino superior é uma ferramenta valiosa no mercado de trabalho, porém, as faculdades apresentam prazos irreais para quem além de estudar, também trabalha. Nós vamos te orientar e auxiliar na pesquisa e elaboração para que seu trabalho seja entregue e você comemore com a gente seu diploma. (grifo nosso)

Outro exemplo, bem menos sutil que o anterior, proclama aberta e descaradamente:

Está sem tempo para fazer seu trabalho? Fique tranquilo, o fazemos para você. Temos especialistas tanto para trabalhos escolares quanto para dissertações de mestrado. (grifo nosso)

Essa citação é o descritivo de Trabalhos Acadêmicos por Encomenda (https://tcc-online.co) que, segundo se pode ler no site, é um serviço de escrita customizada.

Multiplicar os exemplos seria enfadonho, mas uma pérola precisa ser registrada aqui. No site Monografias Web (http://monografiasweb.com.br/) lemos: "Na atualidade o tempo é curto, nos obrigando a multiplicarmos [sic]."  Quem, em sã consciência, encomendaria um trabalho a um site que erra tão grosseiramente ao descrever a sua Missão sem correção gramatical?! (falta o complemento - o que? - ou sujeito - nos- ao verbo "multiplicarmos").

Sob qualquer pretexto, seja a alegada sobrecarga acadêmica ou a falta de tempo, ou ambas, não se justifica, em hipótese alguma, a apropriação indébita de uma obra alheia, ainda que tenha sido comprada a peso de ouro.

Os professores são os culpados

Manter os estudantes interessados o tempo todo é um grande desafio para qualquer professor. A variedade de aptidões entre os alunos; a facilidade de transitar em alguma área específica do conhecimento; a predileção por determinados conteúdos etc, formam um quadro desafiador para os planos de estudos e as trilhas de aprendizagem.

Por isso, é bastante comum ouvir entre os alunos conversas sobre tais e quais temas são mais atraentes e interessantes que outros. Entretanto, os projetos pedagógicos dos cursos, que levam essas variantes em consideração, obviamente, tratam de equilibrar as ementas e distribuição curricular de forma que todas as aptidões, interesses e predileções sejam contempladas.

Todavia, há quem coloque na incapacidade do professor de elaborar e propor pesquisas interessantes todo o ônus pela prática do plágio isentando por completo o aluno. São estas as palavras de Camargo:

Sendo assim, a origem do problema da metodologia de copiar e colar empregada pelos alunos não está em uma “falha de caráter dos alunos”, na sua “preguiça de ler e resumir” ou na “facilidade com que se pode copiar e colar textos inteiros ou excertos e imagens da Internet”, mas sim na incapacidade do professor de propor, apoiar, acompanhar e participar com o aluno de pesquisas onde a cópia pura e simples não atenda aos requisitos previamente definidos na tarefa. (grifo nosso - https://bit.ly/2PTEoak)

Ivelise Fortin, respondendo à pergunta Por que alunos plagiam trabalhos acadêmicos? argumenta que responsabilizar os professores não resolve a questão, apesar de concordar que a raiz do problema de plágio pode ser explicado, em parte, pela forma que os trabalhos acadêmicos são propostos aos alunos pelos professores e pela condescendência destes com a prática daqueles. Em suas palavras:

Muitas críticas são feitas à forma com que os trabalhos são propostos aos alunos. Já ouvi em uma palestra uma crítica feroz, com a qual o palestrante praticamente culpava os professores por sua falta de criatividade. Ou seja, ele afirmava que os trabalhos são plagiados porque podem ser plagiados; não se exige uma reflexão do aluno sobre a questão em pauta e nem sua construção pessoal sobre o tema. (https://www.vyaestelar.com.br/post/6746/por-que-alunos-plagiam-trabalhos-academicos)

Notamos, pelos textos citados, que não são apenas os alunos que culpam os mestres pela sua deplorável prática de cola plagiária, 

É pouco provável, a nosso ver, que isentando o estudante de qualquer responsabilidade sobre seus atos plagiários ou culpando os professores pela maneira com que propõem as tarefas acadêmicas se possa chegar ao cerne da questão. Na verdade, é impossível eximir integralmente qualquer dos polos envolvidos nessa questão, sejam alunos ou professores, que têm seus débitos, em maior ou menor grau quando de trata de cola plagiária.

Além das já citadas, um leque de outras causas para a prática da cola plagiária podem ser acrescentadas, tais como: a preguiça dos estudantes (O principal deles é a preguiça, afirma Ivelise Fortin no artigo citado acima);  a insegurança sobre o tema a ser tratado ou mesmo o pouco interesse por pesquisa, como afirmavam profissionais e estudantes entrevistados pela Folha de São Paulo no ano de 2005 - note como é antigo o problema!  (https://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u18009.shtml); a má fé ou má conduta, quando há deliberada intenção de engodo, burla, falsificação etc, o que, neste caso, se considera uma "falha de caráter"; a facilidade de copiar e colar textos da Internet; comodismo; carência de habilidade em pesquisar; falta de interesse; apenas cumprir uma formalidade; entre outras coisas mais.

Como nosso propósito é indicar possibilidades de minimizar o uso da cola plagiária, deixemos as causas no estágio em que as apresentamos, pois já nos é suficiente para tomar pé da complexidade da situação, e passemos para as consequências dessa prática, também de maneira resumida.

 

Consequências da prática da cola plagiária

As consequências desta prática de plagiar são de ordem pedagógica, ética, econômica, profissional, jurídica, criminal etc, e não há como serem apresentadas aqui de forma completa e detalhada. Por isso, nos restringiremos àquelas mais imediatas e visíveis e que servem ao nosso propósito.

Quem não cola, não sai da Escola!

A primeira consequência da prática da cola plagiária que podemos apontar é de ordem pedagógica. Suponhamos que um trabalho de pesquisa sobre um determinado tema seja uma exigência acadêmica de uma dada disciplina. Pedagogicamente, o trabalho solicitado ao estudante tem objetivos que vão além da aquisição de conhecimentos e informações. A tarefa exigida tem, por fim, auxiliar na aquisição de competências e fluidez argumentativa, por exemplo. O trabalho proposto objetiva oportunizar o exercício de habilidades de leitura, escrita e pesquisa, habilidades que são necessárias para o exercício de qualquer atividade profissional, principalmente. Imagine agora, que um certo estudante utiliza de um subterfúgio qualquer no amplo espectro da cola plagiária para "se dar bem". De quem é o prejuízo? Pedagogicamente, do próprio aluno, pois deixa de adquirir as competências e habilidades planejadas pelo exercício proposto. Dito de outra forma por Camargo: 

O certo é que nesse processo, o aluno é a pessoa mais prejudicada pelo plágio, pois acaba perdendo não só o direito de aprender o conteúdo do tema, mas também da forma utilizada para produzir tal conhecimento.

O plágio vai colado da escola para a empresa

A crença generalizada de que o prejuízo seja apenas momentâneo, isto é, durante período de formação, e de que seja somente daquele que praticou a cola é desmentido por muitas pesquisas sobre o tema. Tais estudo têm demonstrado que esse problema que estamos chamando de pedagógico revela, no fundo, uma atitude que, em geral, se prolonga para o ambiente de trabalho e afeta direta e indiretamente as pessoas que circundam o plagiador.

Em um interessante e bem fundamentado estudo sobre a prática do plágio entre alunos de graduação e pós-graduação na área de negócios Tânia Modesto Veludo-de-Oliveira (et al.) assumem como premissa que:

...comportamentos antiéticos verificados na atividade profissional podem começar nos bancos escolares, este artigo busca compreender como os estudantes de cursos relacionados à área de negócios comportam-se quando confrontados com a possibilidade de praticar fraudes na vida acadêmica. (VELUDO-DE-OLIVEIRA, et al., 2014, p. 76).

A tese sustentada no artigo citado é que o comportamento plagiário escolar tem alcance imediato na vida profissional, sejam por quais forem os motivos, e que a possibilidade desse comportamento se repetir em dadas circunstâncias nos negócios é bastante elevada. De modo idêntico, Rodolfo Neiva de Sousa (et al), em Desonestidade acadêmica: reflexos na formação ética dos profissionais de saúde, "... aponta os prejuízos que a desonestidade acadêmica pode representar para a sociedade, na medida em que refletem no padrão ético dos futuros profissionais.

Por se tratar de comportamento, a atitude de plagiar não se esgota no ato em si, pois, em geral, está baseada em concepções pessoais distorcidas que lhe sustentam, isto é, ao se comportar dessa maneira na escola ou na empresa, a pessoa pode estar manifestando em atitudes, motivações pouco saudáveis e éticas, como: pensar que é natural tentar ludibriar colegas; achar que não há nenhum problema em fazer passar por seu aquilo que é de outrem; imaginar que seu comportamento antiético ficará impune; supor que para se alavancar a carreira é necessário agir de forma predatória copiando relatórios etc.

Damos razão, portanto, não apenas aos autores do artigo Cola, plágio e outras práticas acadêmicas desonestas: um estudo quantitativo-descritivo sobre o comportamento de alunos de graduação e pós-graduação da área de negócios, que citamos há pouco, mas a todos aqueles que argumentam que a prática da cola plagiária atravessa o tempo acompanhando a vida profissional daqueles que assim agem.

Eu, um transgressor?!

Sob o aspecto jurídico e criminal, o assunto que estamos tratando ganha contornos de transgressão. Ouçamos Leonardo Ferreira Vilaça em Plágio: impressões gerais sobre questões éticas e o prejuízo ao progresso acadêmico

... o plágio é previsto como crime pela legislação penal vigente, ou seja, uma violação do “Direito Autoral” de outrem (artigo 184 e seus parágrafos seguintes), o que por si só já demonstra que esta prática é eticamente repreensível pela sociedade e por seu respectivo ordenamento jurídico. Além disso, a legislação pátria prevê punição na esfera cível para o infrator, praticante de tal conduta, garantindo direito à indenização para o ‘espoliado’ de seu bem intelectual (autoral).

O citado crime de violação do "Direito Autoral", neste caso, pode ser considerado apenas a ponta do iceberg das leis que protegem a propriedade de bens intelectuais, por exemplo, o artigo 5º, XXVII da Constituição Federal de 1988, que legisla sobre tal propriedade, como nos mostra François Silva Ramos em extenso tratamento do plágio sob a ótica da ética e legislação em sua dissertação de mestrado intitulada Fraude Acadêmica: Uma Análise Ético-Legislativa (p. 20).(https://www.uniube.br/biblioteca/novo/base/teses/BU000279533.pdf).

Tendemos a contemporizar o problema da cola plagiária escolhendo palavras menos duras ao tratar do assunto e, assim, minimizamos a sua gravidade. Por isso, é imprescindível ouvir Maria Emília Martins da Silva que em seu artigo Você sabe quais são as possíveis consequências do plágio para um pesquisador? dá voz a Costa Neto ao citar as suas palavras como segue:

O crime de plágio representa o tipo de usurpação intelectual mais repudiado por todos: por sua malícia, sua dissimulação, por sua consciente e intencional má-fé em se apropriar – como se de sua autoria fosse – de obra intelectual (normalmente já consagrada) que sabe não ser sua (do plagiário) (COSTA NETO, 1998). (https://deolhonopaper.wordpress.com/2014/10/06/voce-sabe-quais-as-possiveis-consequencias-do-plagio-para-um-pesquisador)

Também contundente é a conclusão do Juiz de Direito e Professor Jesseir Coelho de Alcântara ao tratar do tema, sob o título Monografia e TCC feitos por terceiros: Crime?, onde assevera: Se é delito ou não, não sei, mas sei que é uma verdadeira vergonha e safadeza, imoral e antiética. (https://www.policiacivil.go.gov.br/artigos/monografia-e-tcc-feitos-por-terceiros-crime.html). O título do breve artigo de Eurípedes Jorge em Administradores.com "Comprar TCC pronto é crime e pode dar cadeia!" é autoexplicativo e corrobora para o entendimento do tema em pauta (https://administradores.com.br/artigos/comprar-tcc-pronto-e-crime-e-pode-dar-cadeia).

Tanto as palavras de Jesseir quanto de Costa Neto são, acima de tudo, honestas e diretas, e tocam em pontos sensíveis do caráter humano, que no tópico anterior chamamos de motivações que subjazem ao comportamento plagiário. Desta forma, o choque inicial diante dessas palavras, que podem soar rudes a princípio, ajuda a dimensionar a gravidade do plágio dando-lhe o contorno jurídico e criminal do qual ele se reveste.

Everton Martins adverte, em um post intitulado "Comprar trabalho acadêmico é ilegal? Entenda os problemas disso!", no Blog Mettzer, que a fraude acadêmica é um crime de falsidade ideológica e também um crime de falsa identidade (https://blog.mettzer.com/fraude-academica-e-ilegal). Assim, diante da lei, objetiva ou subjetiva, dolosa ou não, nos tornamos transgressores quando escolhemos o caminho da cola plagiária.

Colar um bom negócio!

A cola plagiária é um bom negócio, como certeza! Mas precisamos perguntar: Um bom negócio para quem?

Em torno do plágio, este é o aspecto econômico, se erigiu um amplo e lucrativo mercado de trabalhos feitos por encomenda. Sob os mais diversos disfarces, ou não, muitos sites se apresentam como "a solução" para aqueles que não têm tempo, habilidade ou competência para escrever o seu próprio trabalho.

GANHE DINHEIRO COM O TRABALHOS ACADÊMICOS - Você quer ganhar dinheiro? Seja um agente do trabalhos acadêmicos e ganhe comissões pela indicação de vendas de assessoria de trabalhos. Isto está declarado no site http://www.equipedotcc.com.br/index.php

A alegação formal desses sites é, quase sempre, um desvio do seu verdadeiro propósito. Isto é o que se pode ler no site Trabalhos Acadêmicos, por exemplo:

A equipe Trabalhos Acadêmicos foi desenvolvida com intuito de auxiliar aqueles alunos que conciliam a vida profissional com a universitária, assessorando trabalhos acadêmicos. (http://www.equipedotcc.com.br/sobrenos.php)

É bem impressionante ver que outro site com o nome Monografias Web e endereço na web (URL) totalmente diferente do anterior tenha copiado esta mesma frase e não tenha alterado nem o nome do site de onde foi "colado", trocando apenas as palavras "assessorando" por "prestando consultoria em". Leiamos:

A equipe Trabalhos Acadêmicos foi desenvolvida com intuito de auxiliar aqueles alunos que conciliam a vida profissional com a universitária, prestando consultoria em trabalhos acadêmicos. (http://monografiasweb.com.br)

Que horror, não é mesmo?! Registre-se, ainda, que toda a descrição "Sobre Nós" de ambos os sites, são praticamente idênticas. Serão os mesmos mantenedores? Fica a pergunta.

O site Trabalhos Feitos, diz formalmente que: Embora os professores tenham um papel importante no processo, muitas vezes, outros alunos guardam verdadeiros tesouros do conhecimento que ainda não foram encontrados. Fica claro que o propósito é compartilhar os "tesouros" de outras pessoas. Ainda que o próprio site faça uma observação que ninguém tem o direito de reivindicar como seu o trabalho alheio, o que eles consideram corretamente como plágio, o nome do domínio na Internet sugere o contrário.

Fizemos uma pesquisa sobre o tema Teologia Pastoral nesse site, e fomos surpreendidos pelos resultados, que apresentaram o nosso nome em um texto de uma entrevista que demos ao Instituto Jetro. Ao clicar no botão "Ler o documento completo" fomos levados para a página de subscrição, como mostram as figuras abaixo.

 

Há nesse mercado de vendas de trabalhos aquelas empresas que "apenas intermedeiam" o contato dos estudantes com aqueles que oferecem o serviço. Um exemplo é a Studybay, que se apresenta como uma "plataforma para estudantes que buscam escritores para apoio acadêmico" e tem como descritivo "Conosco você pode encomendar resenhas, artigos, resumos entre outros trabalhos acadêmicos". (https://mystudybay.com.br/trabalhos-prontos). Neste site há uma forte declaração anti-plágio sob a rubrica "Ausência de plágio garantida" (https://mystudybay.com.br/noplagiarism), onde se pode ler o seguinte: "Você pode estar certo de que a nossa Política de Zero Plágio não é algo que colocaria em risco a confiança e lealdade que tantos clientes têm pela nossa empresa."

E não para por ai. Em Trabalhos Escolares Prontos lemos a pérola: Orientação em Monografias Prontas - Garantimos a aprovação das nossas monografias prontas, não somos loucos por garantir a aprovação, somos bons. (http://www.trabalhos-prontos-escolares.com). Em o Mundo da Monografia aparece, em todos os serviços, desde um trabalho simples até uma dissertação de mestrado, a palavra "pronta" ou "pronto"  (http://www.mundodamonografia.com.br/trabalhos-prontos).

Ainda que em todos os sites mencionados constem observações sobre política anti-plágio, é preciso que perguntemos o que significam as palavras "feito", "pronto" e equivalentes nas expressões "trabalhos prontos"; "monografias feitas" etc. Suspeitamos que as declarações sobre plágio sejam somente tentativas malfadadas de se eximirem de responsabilidades legais e éticas na promoção de um mercado ilícito, para dizer o mínimo.

Podemos multiplicar os exemplos de prestação de serviços de escrita acadêmica ao infinito, mas está fora de nosso propósito neste momento. Bastam os sites elencados para termos uma noção do que é o lucrativo mercado da cola plagiária.

Deformação ética: o verdadeiro flagelo

O que até aqui apresentamos objetivou, sem mencioná-lo explicitamente, colocar em evidência que as causas e consequências do ato de colar, plagiar, falsificar etc carrega no seu bojo uma questão de deformação ética, não como causa primeira dessa prática, ainda que seja uma delas, mas como um processo lento e gradativo de má formação do caráter acadêmico e, por conseguinte, do caráter profissional.

É bem claro perceber essa deformação ética quando alistamos o campo semântico que o plágio afeta, pois ele soterra os valores; quebra a confiança; viola o contrato de aprendizagem; age com deslealdade para com a escola, o professor, a sociedade e colegas; burla as regras; comete crimes de identidade e falsidade ideológica; falsifica pesquisa e resultados; apropria-se de direitos autorais alheios; ludibria os leitores e leitoras; e assim por diante.

Para José Augusto Paz Ximenes Furtado (Trabalhos acadêmicos em Direito e a violação de direitos autorais através de plágio):

...ao lado de um trabalho de pesquisa levado a efeito nos ditames das normas metodológicas cabíveis, fincado num rigor científico necessário e inafastável, deve ainda ser o mesmo revestido de uma indefectível postura ética por parte do seu autor, quer seja ele mero estudioso, professor ou aluno de graduação ou pós-graduação. (grifo nosso) (https://jus.com.br/artigos/3493/trabalhos-academicos-em-direito-e-a-violacao-de-direitos-autorais-atraves-de-plagio)

Isto é, não é suficiente o rigor acadêmico e metodológico, é necessária uma atitude ética positiva que, em nossa opinião, deve, não apenas permear todo o percurso de desenvolvimento de trabalhos escolares, mas servir, sobretudo, como critério e postura de qualquer estudioso. Assim,

O agir de forma ética, segundo Costa, Lemos e Lôbo (2009), pode ser definido como a intenção ética do indivíduo, ou seja, a predisposição de agir de forma ética ou antiética, com base na intensidade moral, ou seja, na avaliação de quão ético ou antiético o indivíduo pode ser em determinada situação ou contexto. (grifo nosso) (VELUDO-DE-OLIVEIRA, et al., 2014,  p. 77)

Portanto, a atitude ética na realização de uma tarefa acadêmica é construída a partir da intencionalidade do sujeito diante do desafio de produzir conhecimento. Entretanto, precisamos considerar que atitudes éticas são pautadas em e resultam de valores e princípios, que remontam à educação infantil familiar e escolar, e se desenvolvem ao longo da vida social e que, portanto, estamos falando de um processo de aprendizagem ética que antecede, em muito, qualquer ato antiético.

A deformação ética do sujeito é, a um tempo, causa e consequência em se tratando de cola plagiária.

Há como superar este flagelo?

Solução mágica para o problema da cola plagiária não vamos encontrar. Apenas "tertuliar" sobre o tema, como diz Peter Schulz (Sobre colas, plágios, rotos e maltrapilhos), não é suficiente (https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/peter-schulz/sobre-colas-plagios-rotos-e-maltrapilhos). É necessário que nos aprofundemos neste fenômeno que deforma a formação formal dos estudantes. Urge que toda a sociedade, incluindo os estudantes, a comunidade acadêmica e a profissional, coloque em pauta o tema das fraudes escolares e suas consequências. (VELUDO-DE-OLIVEIRA, et al., 2014, p. 93).

Perguntarmos sobre quem é responsável por evitar a cola é sobrecarregar alguns e aliviar outros, pois todos, professores, alunos, Escola, pais, somos responsáveis, em certa medida, pelo flagelo da cola. Marcelo Krokoscz, autor do livro "Outras palavras sobre Autoria e Plágio", em entrevista ao Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBiUSP) diz que:

O plágio é um problema de todos: alunos, professores, pesquisadores, editores e das instituições! De fato, cabe às escolas, universidades, periódicos, agências minimamente assumirem a sua parcela de responsabilidade em relação ao assunto. (Plágio: onde está e por que acontece? - https://www5.usp.br/96039/plagio-onde-esta-e-por-que-acontece)

A pergunta, então, é como podemos desenvolver um trabalho que vise a minimizar o ato plagiário em nosso meio. Já contamos com diversas propostas nesse sentido. O autor acima citado argumenta que as Instituições devem:

Definir o que é o plágio para o seu público, caracterizar quando e como pode ocorrer, estabelecer práticas de prevenção, oferecer treinamento de redação científica e apresentar regras e sanções relacionadas à prática do plágio e à integridade científica são ações constatáveis em muitas instituições internacionais.  (Plágio: onde está e por que acontece? - https://www5.usp.br/96039/plagio-onde-esta-e-por-que-acontece)

O Relatório da Comissão de Integridade de Pesquisa do CNPq ao propor ações para lidar com problemas de plágio recomenda ao CNPq que atue um duas frentes, uma preventiva e pedagógica, e outra de desestímulo a más condutas, inclusive de natureza punitiva. Deixando esta última para o leitor conferir, transcrevemos a primeira frente de atuação:

Com relação às ações preventivas, é importante atuar pedagogicamente para orientar, principalmente os jovens, nas boas práticas. É também importante definir as práticas que não são consideradas aceitáveis pelo ponto de vista do CNPq. Como parte das ações preventivas, o CNPq deve estimular que disciplinas com conteúdo ético e de integridade de pesquisa sejam oferecidas nos cursos de pós-graduação e de graduação. (http://www.cnpq.br/documents/10157/a8927840-2b8f-43b9-8962-5a2ccfa74dda)

VELUDO-DE-OLIVEIRA, et al. se alinham ao relatório quando dizem que Outra sugestão é a inclusão de disciplina que trate da ética na grade curricular dos cursos de graduação e pós-graduação lato sensu. As escolas podem adotar amiúde modelos de avaliação que impeçam a cola, como a realização de provas com consulta ou exame oral. (2014, p. 93).

Ademais, esse documento do CNPq tem nada menos do que vinte e uma diretrizes para auxiliar na prevenção do plágio que deveriam ser conhecidas e divulgadas por todos, o que não cabe neste artigo. 

Nossa solução para minimizar a ocorrência de plágio

Aqui, assumimos nosso papel e responsabilidade como professor da cátedra "Ética e Responsabilidade Social Corporativa" em um curso de MBA. Isto significa que a comunidade estudantil desse curso se compõe de pessoas adultas, profissionais do mercado com graduação em alguma área afim. Portanto, são alunos e alunas que já passaram por experiências de trabalhos acadêmicos. Desta forma, o que vale para este grupo e disciplina não se aplica, necessariamente, a outros grupos e cursos automaticamente.

O que fazemos, então, para evitar a cola plagiária?

Em primeiro lugar, fazemos um "Contrato Social", que estabelece, de mútuo acordo, o compromisso de todos e de cada um em não colar, plagiar, falsificar etc. Em segundo lugar, criamos um ambiente de confiança ao permitir que haja acesso de todos às tarefas exigidas a cada um. Isto fazemos por meio do AVA - Ambiente Virtual de Aprendizagem. Em terceiro lugar, estimulamos a cooperação e colaboração entre os estudantes através de trabalhos em equipes de duplas (não em grupos!). Em quarto lugar, propomos a redação de pequenos trechos de um texto maior que servirá como trabalho final da disciplina. A cada semana, corrigimos esses pequenos excertos e sugerimos correções e melhorias, orientando, assim, o desenvolvimento gradativo e constante do artigo final. O passo final é a avaliação, a correção e a publicação dos artigos em forma de e-book.

A vantagem dessa abordagem é que os próprios estudantes têm controle sobre o processo de pesquisa e redação de seus textos. Eles mesmos podem alinhar os rumos da pesquisa; podem corrigir aquilo que necessita de correção; podem estimular uns aos outros, criando motivação; podem desenvolver as tarefas com precisão e sem pressa ou atropelo; podem exercitar as habilidades de pesquisa, organização, classificação, citação e redação; podem, finalmente, ter seu trabalho reconhecido publicamente, pois o mesmo é tornado público através de uma publicação digital, o que aumenta o cuidado e vigilância dos próprios autores e autoras em relação à cola plagiária.

Como dissemos, o que praticamos em sala de aula com esta turma específica de MBA não pode ser generalizado, mas indica uma metodologia de desenvolvimento que valoriza as habilidades e competências de escrever como um caminho viável para a superação do plágio.

Conclusão

É claro que o tema da cola plagiária precisa ser tratado com intensidade e profundidade e que só uma metodologia de aprendizagem não é suficiente para fazer frente ao flagelo da cola. É necessário considerar o problema sob outros enfoques, a formação ética, por exemplo, que pode ser outra vertente da solução do problema, supondo que um estudante com princípios éticos e valores sedimentados não colaria.

Portanto, é imprescindível que todos participemos da tentativa de minimizar a prática da cola plagiária, sob pena de todos submergirmos neste "mar de cola", que nos prende a todos a tarefas extracurriculares (detectar plágio), enquanto que o essencial, a aprendizagem, vai ficando cada vez mais em segundo plano.

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Sites citados

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José Roberto Cristofani - Casado com Cida Crema Cristofani. Pai, Pastor, Professor de Teologia. Educador, Escritor, Especialista em Educação a Distância e Doutor em Antigo Testamento.